Até 08 de dezembro de 2020, o setor de energia solar no Brasil possuía 344.608 micros e mini sistemas fotovoltaicos instalados que, junto às usinas solares, somavam mais de 7 GW de capacidade operacional. A estimativa do governo aponta para 22 GW de energia solar distribuída no Brasil até 2030.
No final de 2012, a energia solar no Brasil se tornou uma opção para os consumidores que desejam gerar a sua própria energia, através da instalação e utilização dos chamados sistemas fotovoltaicos conectados à rede (On-Grid).
Desde então, a tecnologia não parou mais de crescer no país e se tornou o objeto de desejo dos brasileiros que querem economizar na conta de luz das suas casas ou empresas.
Nos últimos anos, a oferta de incentivos e linhas de financiamento, assim como a queda de preços dos sistemas, acelerou o número de instalações de tal forma que o Brasil já se destaca no cenário internacional.
Neste artigo, você irá conhecer absolutamente tudo sobre a energia solar no Brasil, desde os mais recentes números do setor, últimas previsões e linhas de financiamento, até casos reais de consumidores que já são movidos por energia solar.
Energia Solar no Brasil Vantagens e Desvantagens
Energia Solar Residencial
O benefício da economia com a redução de (possivelmente) quase todo o custo nas contas de energia elétrica é certamente a principal vantagem para todos os consumidores que adquirem um sistema de energia solar no Brasil.
Isso porque, através das regras da geração própria de energia, o consumidor que instala um sistema tem a opção de conectá-lo na rede elétrica da distribuidora local e fazer a troca da energia do sistema pela energia consumida da rede.
Assim, toda a energia consumida em sua casa ou empresa passa a vir, direta ou indiretamente, do seu sistema, reduzindo em até 95% a conta de energia elétrica que você recebe todo mês.
Os sistemas residenciais, hoje em dia, oferecem um retorno financeiro sob seu investimento muitas vezes acima de investimentos comuns na vida do brasileiro, como fundos de renda fixa, tesouro direto e caderneta de poupança.
Com o custo crescente nas tarifas energéticas e a queda no custo da energia solar no Brasil, o investimento para aquisição de um sistema residencial, por exemplo, se paga em média entre 4 a 6 anos.
Por outro lado, a tecnologia garante ao seu proprietário uma economia durante pelo menos 25 anos, tempo de vida útil padrão do painel solar (e que pode durar por mais tempo!).
Uma outra vantagem econômica tangível para o proprietário de um sistema solar fotovoltaico residencial, ou até mesmo comercial, é a imediata valorização do imóvel após a instalação.
Ou seja, a energia solar no Brasil, e no mundo, acaba influenciando na valorização dos imóveis.
Uma vez que o sistema esteja instalado e funcionando, isso representa um valor adicional no imóvel, materializado pelo fato de que qualquer morador ou inquilino, mesmo que seja um locatário, poderá usufruir dos benefícios econômicos do sistema.
Existe uma pesquisa no jornal The New York Times que revela que um sistema residencial médio eleva o valor do imóvel em cerca de US$15.000 nos EUA.
Essa valorização é próxima ou até mesmo superior ao valor de compra do sistema.
No caso, o sistema médio teria potência de 3,6 kWp e, para efeitos de comparação, custaria algo em torno de R$25 mil reais no Brasil.
O perfil clássico do usuário de energia solar no Brasil é o da família de média ou alta renda, com um imóvel de valor considerável e que procura o sistema solar fotovoltaico para economizar em sua conta de energia.
No caso do Marcos Murari, diretor de uma multinacional, e sua família, o que os moveu foi justamente isso.
Localizados em Catanduva, no interior de São Paulo, eles adquiriram um sistema residencial de tamanho médio, cerca de 4,12 kWp, capaz de gerar uma economia mensal de cerca de R$310 reais.
O total do investimento foi cerca de R$33.000,00, pagos na medida com que o negócio foi fechado até a instalação do sistema.
Se levarmos em consideração uma inflação energética média anual de cerca de 7% ao ano, o retorno sob o investimento se daria em um período de 6 anos, com uma taxa interna de retorno, ou seja, o retorno médio ao longo dos 25 anos de vida útil do sistema, de 19,41%.
Via BlueSol